Ciencias da Analise Comportamental

O comportamento é definido como o conjunto de reações de um sistema dinâmico em face às interações e realimentações propiciadas pelo meio onde está inserido.Assim este forum foi criado para debates, apresentação de artigos, praticas de analise e etc..
 
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 As subáreas do behaviorismo

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Admin.Mauricio
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MensagemAssunto: As subáreas do behaviorismo   Sab Maio 15, 2010 2:30 am

Bom, visto q o behaviorismo possue 3 subáreas nas quais são o Behaviorismo Radical, a Análise Experimental do Comportamento e a Análise Aplicada do Comportamento postarei aqui algumas coisas sobre cada subárea.


BEHAVIORISMO RADICAL

Bom sobre o radical o wikipedia e outros sites falam muito bem ^^

-O Behaviorismo Radical, postulado por B. F. Skinner e adotado por vários outros psicólogos, como Ferster, Sidman, Schoenfeld, Catania, Hineline, Jack Michael, etc., surgiu na área da Psicologia como uma proposta filosófica e como um projeto de pesquisa em oposição ao behaviorismo metodológico de orientação positivista. O Behaviorismo Radical é o campo filosófico da análise do comportamento.
-As questões trabalhadas no Behaviorismo Radical avaliam a repercussão e a validade das pesquisas científicas experimentais no estudo do comportamento. Skinner teve como referência as idéias dos filósofos da ciência, incluindo Percy Bridgeman, Ernst Mach e Jules Henri Poincaré. Esses criaram novos modelos de pensamento explanatório que não dependiam de nenhuma subestrutura metafísica. No decorrer de sua obra, Skinner teorizou que a lógica do modelo de seleção natural de Darwin também poderia ser aplicada ao comportamento dos indivíduos como um novo modelo causal diferente do mecanicismo.
-Para Skinner, o behaviorismo radical seria um caso especial da filosofia da ciência: "não é a ciência do comportamento humano, é a filosofia dessa ciência"[A análise do comportamento]. Ele busca compreender questões humanas, como "comportamento", "liberdade" e "cultura", dentro do modelo de seleção por consequências, e rejeitando o uso de variavéis não-físicas (sem dimensão no tempo-espaço).
-Um filósofo behaviorista radical defende que as diferentes explicações sobre o comportamento humano deveriam ser resolvidas na base de evidências refutáveis, e não de abstratas especulações. O behaviorismo radical foi concebido em experimentos realizados sob o rigor da produção de conhecimento científico. Desenvolvido dentro de um laboratório, sob condições controladas, é um método passível de reaplicação.
-Entendido como pensamento filosófico, o Behaviorismo radical não deve ser confundido com a análise do comportamento. Isso porque a análise do comportamento é, além de um campo filosófico (Behaviorismo Radical), um campo de Pesquisa Básica (Análise Experimental do Comportamento) e um campo de aplicação de conhecimentos e técnicas (Análise Aplicada do Comportamento). A análise do comportamento é uma ciência do comportamento, e tratando de aplicação de uma ciência do comportamento, sua prática não se dá em ambiente sob condições controladas, e sim, no ambiente comum a todos os homens e mulheres: o planeta que habitamos.
-O termo behaviorismo vem do inglês behavior (comportamento) e ilustra bem o objeto de estudo da vertente radical: o comportamento, entendido como a relação entre o indivíduo e seu ambiente físico, químico ou social. O "radical" do behaviorismo se deve ao fato de que as técnicas ali descritas não apelam para estados mentais como causa iniciadora do comportamento, mas os vê como estágio inicial do próprio comportamento. Com isso, adquire o status técnico de resposta emitida, e não de causa autônoma ou mental do comportamento, diferenciando-se, fundamentalmente, das outras correntes de pensamento dentro da psicologia. O behaviorismo radical também é conhecido como skinneriano, pois foi B. F. Skinner quem desenvolveu sua teoria, com base em seus estudos de laboratório.

Por ser uma ciência natural, a análise do comportamento procura entender a relação entre indivíduo/ambiente em termos de comportamentos, que podem ter sua probabilidade de emissão diminuída ou aumentada, conforme a história de condicionamento do indivíduo e a apresentação ou retirada de estímulos ambientais.

-Conceitos Fundamentais

Comportamento
Um primeiro aspecto fundamental do Behaviorismo radical é a compreensão do conceito "comportamento humano".

O termo "comportamento" descreve uma relação, um intercâmbio entre o organismo e o ambiente. Mais precisamente, descreve uma relação entre atividades do organismo, que são chamadas de respostas, e eventos ambientais, que são chamados genericamente de estímulos. Define-se "comportamento" como a relação entre estímulo e resposta.

Essa relação só poderá ser bem compreendida se acrescentarmos o fato que não se deve limitar metodologicamente o significado de estímulos e respostas que estabelecem a relação (comportamento).

Ambiente
O termo "ambiente", no Behaviorismo radical, deve ser entendido como "a situação" na qual o responder acontece, bem como à situação posterior ao responder, ou seja, a resposta altera o ambiente.

Respostas
Em princípio, um organismo vivente está sempre respondendo, mesmo que tais respostas não sejam acessíveis publicamente. Ou seja, pode-se falar de respostas manifestas, observáveis por mais sujeitos, e respostas encobertas, que podem ser observadas apenas pelo organismo que as emitiu.

Estímulos
Os eventos do ambiente podem ser, no Behaviorismo radical, estímulos físicos e estímulos sociais. Os primeiros são descritos pelas ciências naturais, os últimos se caracterizam pelo fato de serem produzidos por outro organismo. Se forem produzidos por seres humanos, são produtos culturais. Do mesmo modo, pode-se falar de eventos ambientais "públicos" e "privados". Os primeiros são acessíveis de forma independente por mais observadores, os últimos, apenas pelo organismo por eles afetado.


ANALISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO

A Análise Experimental do Comportamento é a subárea encarregada de
conduzir a produção e validação de dados empíricos em uma ciência autônoma do comportamento. Apesar
de formalmente ter surgido com os trabalhos de Skinner que culminaram na publicação em 1938 do
“The Behavior of Organisms” (“O Comportamento dos Organismos”), Millenson (1967/1975) sugere a
existência de uma longa linhagem de pesquisas empíricas, que passariam pela tradição fisiológica de
investigação do reflexo até autores como Darwin, Romanes, Watson e Thorndike. Parece razoável supor
que o conjunto de trabalhos listados e descritos por Millenson (1967/1978) façam parte mais do contexto
histórico que permitiu o surgimento de uma Ciência do Comportamento nos moldes skinnerianos e não a
disciplina em si mesma. Assim, tratar-se-á a Análise Experimental como elaborada por Skinner (1938/1966).
Iniciar pela decomposição do nome “Análise Experimental do Comportamento” parece ser útil.
O termo “Análise” explicita que o objetivo dessa ciência está estreitamente vinculado a uma tradição
reducionista e indutiva, ou seja, acessar inicialmente o todo complexo pela investigação minuciosa de suas
partes. Obviamente, trata-se apenas de um primeiro passo na investigação. A finalidade dessa ciência não
é separar e manter os aspectos estudados eternamente separados e desconectados em sua simplicidade
cômoda, mas pouco realista. Trata-se de uma opção metodológica com fins claros e data de vencimento
definida. Avançar gradativamente rumo ao complexo é o objetivo final, e fazer isso significa ampliar o
número de variáveis estudadas e entender como se dá a interação entre o maior número possível desses
eventos. O comportamento é um sistema complexo e precisa ser compreendido enquanto tal. Há uma
esmagadora quantidade de variáveis a se considerar, mas ainda assim é possível identificar regularidades
na complexidade. A Meteorologia lida igualmente com um gigantesco e mutante conjunto de variáveis
afetando o seu objeto. Uma previsão razoável do clima exige o manuseio de enormes quantidades de
informações das mais variadas, da temperatura ambiente à composição química das nuvens, e tudo
deve ser atualizado constantemente. Computadores de altíssima capacidade de memória e velocidade no
processamento de informações são usados. Um sistema contínuo de alimentação e interpretação de
dados é essencial. As regularidades são descobertas, e a previsão se torna cada vez mais precisa. O
comportamento humano não exige a adoção de um paradigma diferente de ciência. É preciso sim ampliar
o conhecimento das variáveis que afetam o sistema inteiro e a criação de técnicas e tecnologias capazes de
alimentar constantemente um banco de informações a ser usado na previsão de eventos comportamentais
particulares. O problema da imprevisibilidade do comportamento não é uma questão da natureza
supostamente especial do fenômeno, mas dos limites do conhecimento atual sobre ele. O determinismo
assumido não é o absoluto, mas sim, o probabilístico (Skinner, 1953/1965; Bacharach, 1965/1975). Mas o
percentual de erro não seria gerado por inexplicáveis características intrínsecas ao objeto, como o apelo
equivocado ao princípio da incerteza de Heisenberg (para uma crítica aos abusos desse princípio da física
nas ciências humanas, ver Marx e Hillix, 1963/1993 eSokal e Bricmont, 1999). As barreiras estão na
pesquisa (método e momento da organização teórica)e não no objeto, e por isso podem ser superadas com
trabalho e criatividade.O termo “Experimental” diz respeito à produção
do conhecimento de forma empírica que adota umplanejamento de manipulação de variáveis em um
contexto controlado e deliberadamente simplificado eartificial. Identificar relações funcionais equivaleria a
identificar que variáveis antecedentes e conseqüentes afetariam, e como, a freqüência de uma classe de
respostas. O comportamento operante assume um caráter quase onipresente nas pesquisas experimentais
realizadas por analistas do comportamento. A relação é tão estreita que Catania e Harnard (1988) definiram
o Behaviorismo de Skinner como “Behaviorismo Operante”. Note-se que a restrição “experimental” é
apenas aparente. Há outras formas legítimas de conduzir uma investigação empírica sobre o fenômeno
comportamental, e Skinner (1953/1965) identificou várias dessas alternativas, inclusive pesquisas de
campo nas quais a manipulação precisa de variáveis selecionadas previamente não seria possível. A
experimentação aqui ganharia um papel de “método ideal” em uma Ciência do Comportamento, mas não
teria a ambição de ser o único modo de apreender as regras de funcionamento da ação dos organismos.
Note-se, assim, que há amplas possibilidades de pesquisa empírica fora dos limites do laboratório,
desde observações sistemáticas do comportamento em ambiente natural na busca de regularidades (mas sem
a manipulação de variáveis) até procedimentos de coleta em contextos semi-experimentais, como em
certas instituições educacionais e terapêuticas (para uma relação completa das fontes de dados sobre o
comportamento, ver Skinner, 1953/1965). A última fração seria “do Comportamento”. Aqui
fica explicitado qual o objeto de estudo a ser alvo da “Análise Experimental”. O comportamento em si
mesmo seria o legítimo objeto a ser examinado e desvendado. Comportamento, por sua vez, seria a
interação entre um organismo, fisiologicamente constituído como um equipamento
anatomofisiológico, e o seu mundo, histórico e imediato. Os diversos intercâmbios entre o organismo
e o seu mundo seriam tratados aqui por “comportamento” ou “ação”. Note-se que um
intercâmbio desse tipo pode possuir diferentes dimensões que não simplesmente um “movimento” ou
um “deslocamento” (como o próprio Skinner sugere algumas vezes. Ver, por exemplo, Skinner, 1938/1966
e 1968b). Na tradição fisiológica, a palavra comportamento foi associada à dimensão observável
dos movimentos de partes do corpo, como o “andar em direção ao carro”, mas o termo pode ter sentidos
mais amplos. “Falar” e “pensar” são atividades do organismo em seu intercâmbio com seu contexto, mas
não guardam dimensões de “deslocamento”. Qual a parte do corpo que “se desloca” dentro de um quadro
de referência quando alguém resolve um problema de matemática com o apoio de auto-descrição de regras?
Qual o “movimento” em relação a um quadro de referência externo envolvido no “ver” e no “ouvir”?
São todas formas de intercâmbio com o mundo, e uma taxonomia dessas diversas atividades talvez pudesse
ajudar na elucidação do que seria “comportamento”, já que o termo não seria monolítico e exigiria a
identificação de seus diversos componentes (para uma discussão mais longa do termo, ver De Rose, 1999,
Matos, 1999 e Matos e Tomanari, 2002).


ANÁLISE APLICADA DO COMPORTAMENTO

Na Análise Aplicada do Comportamento estaria o campo de intervenção
planejada dos analistas do comportamento. Nela, estariam assentadas as práticas profissionais mais
tradicionalmente identificadas como psicológicas, como o trabalho na clínica, escola, saúde pública,
organização e onde mais houver comportamento a ser explicado e mudado. Nessas áreas, há uma exigência
por resultados e uma relação diferente da acadêmica que, por vezes, torna a produção de conhecimentos
metodológica e eticamente delicadas (Luna, 1999). Ainda assim, é possível pensar em gerar problemas de
pesquisa (inclusive para as demais subáreas, como a conceitual e a experimental), e, dentro de certos
limites, implementar a construção do corpo explicativo de princípios comportamentais pela Análise do
Comportamento buscada (Kerbauy, 1999). De fato, essa subárea teria pelo menos duas funções vitais: (1)
manter o contato com o mundo real e alimentar os pesquisadores na área com problemas
comportamentais do mundo natural e (2) mostrar a relevância social de tais pesquisas e justificar sua
manutenção e ampliação da área como um todo. Como uma ciência baconiana, não contemplativa, a
Análise do Comportamento tem compromissos de melhoria da vida humana e o seu braço aplicado pode
funcionar como um eficiente aferidor das conseqüências práticas prometidas. Além disso, a
produção de tecnologia também tem caráter epistemológico, pois, em tese, uma teoria que fosse
capaz de descrever o funcionamento de um evento com mais acuidade e qualidade teria melhores
condições de produzir alterações mais precisas sobre esses mesmos eventos. A batalha de Skinner contra o
Mentalismo, em grande parte das vezes, tomou esse formato e um dos critérios que o autor defendia para
avaliar a veracidade maior das asserções feitas pelos analistas do comportamento sobre os fenômenos
comportamentais estaria em sua capacidade de gerar uma efetiva tecnologia comportamental (Carvalho
Neto, 2001). Note-se, mais uma vez, que as subáreas estariam estreitamente vinculadas, e toda separação
teria um caráter didático e artificial. O que não significa que elas funcionem tão azeitadas como
poderia sugerir o trabalho de Tourinho (1999), mas simplesmente que o seu futuro, enquanto prática
cultural, dependeria exatamente dessa melhoria nas interfaces.
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