Ciencias da Analise Comportamental

O comportamento é definido como o conjunto de reações de um sistema dinâmico em face às interações e realimentações propiciadas pelo meio onde está inserido.Assim este forum foi criado para debates, apresentação de artigos, praticas de analise e etc..
 
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 Distinguir o que é genuíno do que não é/Sinais primários de mentira

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Admin.Mauricio
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Mensagens : 60
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MensagemAssunto: Distinguir o que é genuíno do que não é/Sinais primários de mentira   Qui Nov 19, 2009 4:19 am

Distinguir o que é genuíno do que não é

a) Sorrisos
Nos inícios do século XIX, um cientista francês chamado Guillaume Duchenne estudou os diferentes tipos de sorrisos, recorrendo a
estimulação eléctrica dos músculos e por análise de cabeças decapitadas pela guilhotina. Ele chegou à conclusão que os sorrisos são
controlados por dois conjuntos de músculos: zygomatic major e orbicularis oculi. Quando sorrimos, o primeiro é aquele que torna possível
que mostremos os dentes por arrepanhar a carne nas bochechas. O segundo é aquele que estreita os olhos e dá aquelas rugas de lado.
De que é que isto nos serve? Porque o zygomatic major é controlado conscientemente e o orbicularis oculi não, já são independentes e só
aparecem num sorriso genuíno. Conclusão: um sorriso dissimulado só envolve a boca.


Outra coisa, desconfiem se alguém vos sorrir e não mostrar os dentes. 90% dos sorrisos genuínos mostram os dentes. Isto aplica-se
especialmente às mulheres que possuem um tipo de sorriso característico chamado tight-lipped smile; usam-no quando estão enfastiadas
mas querem ser simpáticas, consiste em sorrir apenas com a boca, premindo um lábio contra o outro, sem mostrar os dentes.


b) Ouvir
Mais subjectivo mas ainda assim digno de referir, quando as pessoas ouvem com atenção e estão genuinamente interessadas no que a
outra diz, normalmente inclinam ligeiramente a cabeça para o lado, inclinam o corpo para a frente (se tiverem sentadas) e não têm nem as
pernas nem os braços cruzados (se estiverem, também se pode dar o caso de estarem interessados no que a outra pessoa diz mas não receptíveis ao conteúdo).
A posição do corpo e pés também é importante. Se estivermos a falar com alguém sentado e essa pessoa tiver o corpo virado para
uma saída, ou alguém já de pé com um pé apontado para a porta, pode ser indicativo que essa pessoa não está assim tão interessada no que
estamos a dizer e inconscientemente quer-se ir embora.

Reparem nos elementos que referi acima. Cabeça ligeiramente inclinada, posição dos braços aberta, corpo e olhar virado para a pessoa em questão.
Tudo indica que está a prestar atenção à pessoa que fala; aquela expressão de avaliação ou desagrado relativamente ao conteúdo é que já não é tão positiva.

c) Comunicar
Desde o momento que os proto-humanos inventaram as primeiras armas, qualquer encontro pacífico entre duas tribos começaria pelo que se tornou o
sinal universal de sinceridade e transparência. Os cães mostram o pescoço; nós mostramos as palmas das mãos, transmitindo à outra pessoa que não
escondemos nada (ou nenhuma arma como seria no caso da pré-história). Assim, se alguém vos fala com sinceridade, irá provavelmente mostrar-vos as
palmas das mãos à medida que vai discursando. Contudo, cuidado. Há pessoas (por exemplo vendedores ou políticos) que se podem fazer valer deste
truque como dissimulação. Nesses casos, há que estar atento a gestos complementares, em busca de incongruências.
O que não é bom:
1. Mãos nos bolsos – pode ser nervosismo, insegurança ou ter algo a esconder.
2. Braços cruzados – postura defensiva, especialmente se for com os punhos cerrados, o que revela impulsos agressivos.
3. Segurar mãos atrás das costas – Relacionada com o auto-controlo. É uma postura inconsciente de combate a uma frustração, como se estivesse a
impedir o próprio de tomar um comportamento impulsivo e irracional. Pode evoluir para o contacto atrás das costas se dar a nível mão-pulso e
mão-braço. Quanto mais alto a mão segurar, maior a frustração. Por isso, se alguém vos estiver a dirigir a palavra com a postura abaixo, desconfiem, pois é bastante defensiva.

d) Simetria nas expressões faciais
No que toca à avaliação da genuinidade de emoções expressas facialmente, este talvez seja o factor que mereça maior destaque. Paul Ekman durante os
seus estudos chegou à conclusão que aparentemente as expressões voluntárias e as espontâneas possuem circuitos neuronais distintos.
Como consequência observável de tal facto, as expressões espontâneas, involuntárias e genuínas tendem a ser simétricas.



Sinais primários de mentira

a) Pupilas

Como podem ver na imagem relativa às alterações fisiológicas desencadeadas pelo SN simpático, as pupilas vão sofrer
uma dilatação involuntária (sem que tenhamos controlo sobre isso). Contudo, as pupilas têm um problema -- a sua dilatação/contracção pode-se dar
por várias razões: luz, drogas, stress, estados de espírito positivos/negativos, etc. Assim, não deverá ser usado como um elemento isolado
no processo da detecção de mentiras. Se for, assegurem-se que estão num ambiente neutro, sem variáveis parasitas como as supracitadas.

b) Pulsação

Aí está o óbvio. SN simpático é sinónimo de elevado batimento cardíaco. Quando mentimos, a aceleração do
nosso coração pode ser explicada por 2 triggers que levam à activação do SNS:
1. Medo -- fundamentado facilmente numa base evolutiva. Se olharmos para os tempos primordiais do Ser Humano,
percebemos a necessidade que temos de tal estado; a nossa sobrevivência depende da capacidade de sentir medo,
e de conseguir executar uma resposta rápida que nos ponha a salvo. Tradicionalmente, este medo será por exemplo
um urso esfomeado a correr na nossa direcção. Respondemos através do SN simpático, libertando adrenalina em grandes
quantidades e experienciamos força e rapidez sobre-humana durante um breve período de tempo terminando numa resposta de
aproximação ou evitamento, aquilo que se chama fight or flight response. Fica assim explicado porque o nosso coração bate mais depressa quando sentimos medo.
2. Activação cerebral -- estamos a puxar pelas nossas faculdades mentais criativas quando mentimos. Projectamos
cenários, pormenores, pessoas envolvidas; fazemos associações para evitar desfasamentos e incompatibilidades entre
a nossa história e as experiências de quem ouve. Esta actividade mental toda implica a necessidade duma maior
quantidade de oxigénio a chegar lá acima ao CPU, ou seja, aumento da pulsação (e também quase sempre, aumento da frequência respiratória).
Hoje em dia, é o elemento principal dum polígrafo, o qual irá ser abordado daqui a pouco.

c) Sudação

Existem dois tipos de glândulas ligadas à sudação: apócrinas e écrinas. As primeiras situam-se na zona das axilas e genitais
; a sua função tem sido alvo de debate, supõe-se que tem a ver com a comunicação odorífera (incluindo feromonal).
As écrinas estão dispostas por todo o corpo, com densidade acentuada nas mãos e pés e a principal função é a de termo-regulação.
Como já estão a adivinhar, o que dispara a libertação de suor através das écrinas é o nosso amigo SN simpático
(com um pormenor curioso; apesar de ser simpático, é também colinérgico). Não é novidade que as pessoas ansiosas
costumam suar bastante das mãos ou pés. O mesmo princípio aplica-se à mentira, ao medo de ser apanhado.

O suor é composto por 90% de água, o que leva a que haja um aumento da condutividade eléctrica da pele no acto de sudação.
Partindo deste princípio, desenvolveram-se maneiras de registar a actividade electrodérmica no auxílio à detecção de funcionamento
simpático, adaptando-se posteriormente à detecção de mentiras (hoje em dia incorporado no polígrafo).

d) Voz

Indicadores:
1. Rapidez de discurso -- Normalmente verbalizamos 150 a 175 palavras por minuto. Quando estamos activados, esse número pode
chegar aos 250. Por isso desconfiem quando alguém vos dirigir palavra com uma fluência estranhamente rápida (caso não seja assim normalmente).
Significa que está a pensar ainda mais rápido do que fala, por isso das quatro uma: ou quer causar boa impressão, ou está nervoso,
irritado ou a mentir (e portanto precisa de pensar rápido para o fabrico essa mentira).
2. Palavras usadas -- Do mesmo modo que o discurso fica mais rápido, as palavras “caras”, bem como analogias, metáforas, podem
sofrer alterações aquando uma maior activação cerebral (como aumento da sua ocorrência). Outra vez, é importante conhecerem o estado normal dessa pessoa.
3. Frequência respiratória -- Mesma merda, maior activação cerebral, maior a quantidade de oxigénio necessária no cérebro, maior a frequência respiratória.
Resumindo, alguns elementos na voz podem ser indicativos de mentira (há outros que não referi como o volume e o tom mas estão
ligados a outros estados de espírito, não a mentir concretamente). Mas cuidado, se detectarem o que acima descrevi, pode muito
bem implicar outra coisa, como um simples stress ou vontade de ir à WC.
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kyuketsu



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MensagemAssunto: Re: Distinguir o que é genuíno do que não é/Sinais primários de mentira   Qui Nov 19, 2009 2:04 pm

Princípios básicos do Lie to Me. Gostei mesmo. Valeu pelo post.
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Loucs



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MensagemAssunto: Re: Distinguir o que é genuíno do que não é/Sinais primários de mentira   Ter Set 28, 2010 2:01 am

Cara, muito bom
várias informações bem básicas, mas interessantes e úteis
vlw mesmo o/
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Wilian L
Convidado



MensagemAssunto:    Qui Jan 13, 2011 12:39 am

Muito bom. Tem os fatos e as explicações.
Eu ja vi algumas coisas que estão aqui no "Lie To Me" e outras eu li no livro "Desvendando Os Segredos Da Linguagem Corporal".Mas é muito bom lembrar, e passar essas informações.
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Felipe00
Convidado



MensagemAssunto: exelente post!   Seg Maio 30, 2011 12:50 am

É isso ae...muito bom a qualidade do post!!
pergunta!!

como prestar a atenção nesses trejeitos sem a pessoa notar e sem ficar artificil para nós interlocutores??
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Mauricio
Convidado



MensagemAssunto: resposta   Seg Jul 11, 2011 4:07 am

Felipe: Cara, isso é com o tempo que você cria essa manha... ser discreto as vezes é uma dádiva.. porém da para aprender a ser.. e isso apenas com aulas práticas.. aqui é meio complicado de se explicar..

mas assim... prever comportamentos ajuda muito a se esquivar na hora certa!! Very Happy
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fabio galfke barbero

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MensagemAssunto: Re: Distinguir o que é genuíno do que não é/Sinais primários de mentira   Ter Ago 07, 2012 12:00 am

pow valeu ae amigao pela dica dos livros , ainda nao li nenhum deles nao, na verdade me interessei por esse tipo de assunto agora!
mas vou procurar aqui na net pra ver se tem como baixar esses livros. ce vc souber de mais alguns , me passa ae . valeo

Wilian L escreveu:
Muito bom. Tem os fatos e as explicações.
Eu ja vi algumas coisas que estão aqui no "Lie To Me" e outras eu li no livro "Desvendando Os Segredos Da Linguagem Corporal".Mas é muito bom lembrar, e passar essas informações.
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fabio galfke barbero

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MensagemAssunto: Re: Distinguir o que é genuíno do que não é/Sinais primários de mentira   Ter Ago 07, 2012 12:02 am

vou usar essa tecnica em sala de aula pra ver oque dá!

Admin.Mauricio escreveu:
Distinguir o que é genuíno do que não é

a) Sorrisos
Nos inícios do século XIX, um cientista francês chamado Guillaume Duchenne estudou os diferentes tipos de sorrisos, recorrendo a
estimulação eléctrica dos músculos e por análise de cabeças decapitadas pela guilhotina. Ele chegou à conclusão que os sorrisos são
controlados por dois conjuntos de músculos: zygomatic major e orbicularis oculi. Quando sorrimos, o primeiro é aquele que torna possível
que mostremos os dentes por arrepanhar a carne nas bochechas. O segundo é aquele que estreita os olhos e dá aquelas rugas de lado.
De que é que isto nos serve? Porque o zygomatic major é controlado conscientemente e o orbicularis oculi não, já são independentes e só
aparecem num sorriso genuíno. Conclusão: um sorriso dissimulado só envolve a boca.


Outra coisa, desconfiem se alguém vos sorrir e não mostrar os dentes. 90% dos sorrisos genuínos mostram os dentes. Isto aplica-se
especialmente às mulheres que possuem um tipo de sorriso característico chamado tight-lipped smile; usam-no quando estão enfastiadas
mas querem ser simpáticas, consiste em sorrir apenas com a boca, premindo um lábio contra o outro, sem mostrar os dentes.


b) Ouvir
Mais subjectivo mas ainda assim digno de referir, quando as pessoas ouvem com atenção e estão genuinamente interessadas no que a
outra diz, normalmente inclinam ligeiramente a cabeça para o lado, inclinam o corpo para a frente (se tiverem sentadas) e não têm nem as
pernas nem os braços cruzados (se estiverem, também se pode dar o caso de estarem interessados no que a outra pessoa diz mas não receptíveis ao conteúdo).
A posição do corpo e pés também é importante. Se estivermos a falar com alguém sentado e essa pessoa tiver o corpo virado para
uma saída, ou alguém já de pé com um pé apontado para a porta, pode ser indicativo que essa pessoa não está assim tão interessada no que
estamos a dizer e inconscientemente quer-se ir embora.

Reparem nos elementos que referi acima. Cabeça ligeiramente inclinada, posição dos braços aberta, corpo e olhar virado para a pessoa em questão.
Tudo indica que está a prestar atenção à pessoa que fala; aquela expressão de avaliação ou desagrado relativamente ao conteúdo é que já não é tão positiva.

c) Comunicar
Desde o momento que os proto-humanos inventaram as primeiras armas, qualquer encontro pacífico entre duas tribos começaria pelo que se tornou o
sinal universal de sinceridade e transparência. Os cães mostram o pescoço; nós mostramos as palmas das mãos, transmitindo à outra pessoa que não
escondemos nada (ou nenhuma arma como seria no caso da pré-história). Assim, se alguém vos fala com sinceridade, irá provavelmente mostrar-vos as
palmas das mãos à medida que vai discursando. Contudo, cuidado. Há pessoas (por exemplo vendedores ou políticos) que se podem fazer valer deste
truque como dissimulação. Nesses casos, há que estar atento a gestos complementares, em busca de incongruências.
O que não é bom:
1. Mãos nos bolsos – pode ser nervosismo, insegurança ou ter algo a esconder.
2. Braços cruzados – postura defensiva, especialmente se for com os punhos cerrados, o que revela impulsos agressivos.
3. Segurar mãos atrás das costas – Relacionada com o auto-controlo. É uma postura inconsciente de combate a uma frustração, como se estivesse a
impedir o próprio de tomar um comportamento impulsivo e irracional. Pode evoluir para o contacto atrás das costas se dar a nível mão-pulso e
mão-braço. Quanto mais alto a mão segurar, maior a frustração. Por isso, se alguém vos estiver a dirigir a palavra com a postura abaixo, desconfiem, pois é bastante defensiva.

d) Simetria nas expressões faciais
No que toca à avaliação da genuinidade de emoções expressas facialmente, este talvez seja o factor que mereça maior destaque. Paul Ekman durante os
seus estudos chegou à conclusão que aparentemente as expressões voluntárias e as espontâneas possuem circuitos neuronais distintos.
Como consequência observável de tal facto, as expressões espontâneas, involuntárias e genuínas tendem a ser simétricas.



Sinais primários de mentira

a) Pupilas

Como podem ver na imagem relativa às alterações fisiológicas desencadeadas pelo SN simpático, as pupilas vão sofrer
uma dilatação involuntária (sem que tenhamos controlo sobre isso). Contudo, as pupilas têm um problema -- a sua dilatação/contracção pode-se dar
por várias razões: luz, drogas, stress, estados de espírito positivos/negativos, etc. Assim, não deverá ser usado como um elemento isolado
no processo da detecção de mentiras. Se for, assegurem-se que estão num ambiente neutro, sem variáveis parasitas como as supracitadas.

b) Pulsação

Aí está o óbvio. SN simpático é sinónimo de elevado batimento cardíaco. Quando mentimos, a aceleração do
nosso coração pode ser explicada por 2 triggers que levam à activação do SNS:
1. Medo -- fundamentado facilmente numa base evolutiva. Se olharmos para os tempos primordiais do Ser Humano,
percebemos a necessidade que temos de tal estado; a nossa sobrevivência depende da capacidade de sentir medo,
e de conseguir executar uma resposta rápida que nos ponha a salvo. Tradicionalmente, este medo será por exemplo
um urso esfomeado a correr na nossa direcção. Respondemos através do SN simpático, libertando adrenalina em grandes
quantidades e experienciamos força e rapidez sobre-humana durante um breve período de tempo terminando numa resposta de
aproximação ou evitamento, aquilo que se chama fight or flight response. Fica assim explicado porque o nosso coração bate mais depressa quando sentimos medo.
2. Activação cerebral -- estamos a puxar pelas nossas faculdades mentais criativas quando mentimos. Projectamos
cenários, pormenores, pessoas envolvidas; fazemos associações para evitar desfasamentos e incompatibilidades entre
a nossa história e as experiências de quem ouve. Esta actividade mental toda implica a necessidade duma maior
quantidade de oxigénio a chegar lá acima ao CPU, ou seja, aumento da pulsação (e também quase sempre, aumento da frequência respiratória).
Hoje em dia, é o elemento principal dum polígrafo, o qual irá ser abordado daqui a pouco.

c) Sudação

Existem dois tipos de glândulas ligadas à sudação: apócrinas e écrinas. As primeiras situam-se na zona das axilas e genitais
; a sua função tem sido alvo de debate, supõe-se que tem a ver com a comunicação odorífera (incluindo feromonal).
As écrinas estão dispostas por todo o corpo, com densidade acentuada nas mãos e pés e a principal função é a de termo-regulação.
Como já estão a adivinhar, o que dispara a libertação de suor através das écrinas é o nosso amigo SN simpático
(com um pormenor curioso; apesar de ser simpático, é também colinérgico). Não é novidade que as pessoas ansiosas
costumam suar bastante das mãos ou pés. O mesmo princípio aplica-se à mentira, ao medo de ser apanhado.

O suor é composto por 90% de água, o que leva a que haja um aumento da condutividade eléctrica da pele no acto de sudação.
Partindo deste princípio, desenvolveram-se maneiras de registar a actividade electrodérmica no auxílio à detecção de funcionamento
simpático, adaptando-se posteriormente à detecção de mentiras (hoje em dia incorporado no polígrafo).

d) Voz

Indicadores:
1. Rapidez de discurso -- Normalmente verbalizamos 150 a 175 palavras por minuto. Quando estamos activados, esse número pode
chegar aos 250. Por isso desconfiem quando alguém vos dirigir palavra com uma fluência estranhamente rápida (caso não seja assim normalmente).
Significa que está a pensar ainda mais rápido do que fala, por isso das quatro uma: ou quer causar boa impressão, ou está nervoso,
irritado ou a mentir (e portanto precisa de pensar rápido para o fabrico essa mentira).
2. Palavras usadas -- Do mesmo modo que o discurso fica mais rápido, as palavras “caras”, bem como analogias, metáforas, podem
sofrer alterações aquando uma maior activação cerebral (como aumento da sua ocorrência). Outra vez, é importante conhecerem o estado normal dessa pessoa.
3. Frequência respiratória -- Mesma merda, maior activação cerebral, maior a quantidade de oxigénio necessária no cérebro, maior a frequência respiratória.
Resumindo, alguns elementos na voz podem ser indicativos de mentira (há outros que não referi como o volume e o tom mas estão
ligados a outros estados de espírito, não a mentir concretamente). Mas cuidado, se detectarem o que acima descrevi, pode muito
bem implicar outra coisa, como um simples stress ou vontade de ir à WC.
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